“Meninos nascem, ou se tornam machistas?” Eis a questão!

Nas últimas semanas um vídeo tocou muitos corações. Tratava-se do resultado registrado em vídeo de um experimento realizado pela Fanpage.it para medir e desvendar: “Meninos nascem, ou se tornam machistas?” 

Fui convidada a assistir e colocar aqui, a impressão que tive ao ver o vídeo. Você já assistiu? Espia aqui, para ver se faz sentido o que vou contar:

Logo que terminei, a primeira coisa que me impressionou, foram as RESPOSTAS dos garotos para o comando dado pelo entrevistador para que eles batessem na mocinha. Os 5 garotos se NEGARAM a bater.

Quando perguntado “porque não?”, eles deram respostas SIMPLES:
. “Porque ela é uma menina, eu não posso fazer isso.”

. ” Você não está supondo que eu vá bater numa garota…”
. “Eu não quero machucá-la.”
.” Jesus não quer que batamos nos outros.”
.” Primeiro de tudo, eu não posso porque ela é bonita, e ela é uma menina.”
.”Porque eu sou contra a violência.”

.”Como diz o ditado “meninas não devem ser atingidas nem com uma flor. Ou um buque de flores! ”
.”Porque é ruim.”
.”Porque? Porque eu sou homem.”

Isso é muito importante. Garotos de 11, 9, 8, 7 anos, mostrando que sabem (e muito bem), como deve ser o diálogo, as trocas, e interações entre as pessoas. Sabendo que não há porque agredir uma GAROTA! 

E que agressão (da natureza e espécie que for!!!) não faz sentido!

No experimento, o propósito era evidenciar que machismo não vem de berço. É provável, que isso seja assimilado como ‘natural’ a partir dos exemplos que as crianças são expostas durante o crescimento.

É como se ouve dizer “Faça o que eu digo, não o que eu faço.” Exemplos são repetidos, replicados, então é importante que façamos nossa parte. Em casa, principalmente.

Indo mais além do propósito do experimento, essa é a reflexão que pensei em resgatar e trazer para cá: Como nos comportamos diante das nossas crianças?

Educar, vai muito além dos livros didáticos, dos conceitos assimilados e adquiridos nos colégios. Educar, é ensinar com amor e paciência, muitas vezes através dos exemplos que damos no relacionamento diário. No tom de voz, na expressão corporal.

Ninguém, obviamente é um robô, isento de reações explosivas e repentinas, mas esses comportamentos precisam ser notados e alinhados com aquilo que queremos que nossos filhos espelhem no futuro.

Vale a pena, essas nossas crianças são o futuro. Nós, somos quem plantamos, para que a colheita no tempo adulto seja próspera. Vamos dar o exemplo? ❤

Por Tatti Maeda | @kittytatti | Social Media Emotion